sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Change II

Bom... Nem sempre mudanças acontecem. Ou melhor. Mudanças sempre acontecem. Você sabe disso, eu sei disso, sua mãe sabe e se duvidar até uma calopsita qualquer sabe. O fato é que às vezes mudanças demoram pra acontecer. Ou acontecem de maneira tão sutil que se não tiver paciência, você pode perder o amor de sua vida. 
É...Mas como você sabe se é mesmo o amor de sua vida?
Eu não sei... Eu só espero que seja.

sábado, 16 de outubro de 2010

Change

Ela só queria mudar. Ela só precisava mudar. Mas como é que se deixa de ser quem se foi por tanto tempo? Acostuma-se a ser quem se é. Não é de um dia pro outro. Não é de uma hora pra outra. Não é só assim, apesar de na teoria ser bem fácil. Mas ela se esforçava. Ela passava por cima de tanta coisa por coisa menor. Imagina só por um amor! Logo ela que demorou tanto, tanto, tanto pra entender direitinho como é que o amor funciona. Logo ela que achava que o amor era um vício e passou a descobrir que ele era só um monte de vento que enchia os lugares de acordo com seu formato. Mas bem, pelo amor ela mudava.
Mudando ia aos pouquinhos. Cada dia uma vitória diferente. Engolia as lágrimas. Bem, nem sempre. Mas ela ia aos poucos se tornando alguém melhor. Melhor pra quem, perguntavam alguns amigos. Melhor pra ela mesma. Aprendeu a perdoar, aprendeu a pôr pra fora o indizível. Começou a conviver melhor com os próprios segredos. O medo não. O medo aparentemente ia demorar mais um pouco, mas ela não desistia.. Não, não, não. Ela não desistia e ia em frente.Deixava o barco correr.

sábado, 7 de agosto de 2010

Do tempo

Aviso : "sou estranha". Não começa, todo mundo é um pouco. É mesmo? É. Mas eu não sou um pouco. Sou muito também. Desiste, não vai dar certo, não tô pronta agora.Uma semana. Apaixonada. E diziam "Você sabe que vai dar errado", " você não acha precipitado?", "vai dar merda, eu não dou três meses".
"Eu te amo", diz de um salto. Eu também. Um mês.Eu tenho ciúmes. Dois meses. Eu também. Três meses. Eu te amo. eu também. Quatro meses, cinco, seis...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A primeira ou da experiência

Da janela do ônibus ela observava o mundo. Cada pedacinho dele. O tempo ia passando e pela janela do ônibus ela continuava a olhar, e olhar e achar coisas novas. E no final, comendo um pedaço de bolo ela lembrava das estradas por onde tinha passado.
Se casou cedo, como era comum na época. Teve três filhos e um casamento feliz até a primeira traição. E a segunda, e na terceira, cansada de mentiras, e com a força que até hoje ela não sabe de onde tirou , mas que todo mundo vê estampada em seu rosto, se separou.
Ficou sozinha com sua dignidade e com seu amor próprio. Melhor escolha não podia mesmo ter feito. Arrumou um primeiro emprego, um segundo, um terceiro, foi promovida. Mudou de cidade. Fez amigos. Imagina, ela, fazendo amigos! Dançava toda sexta-feira, e aos sábados ia à praia. Enfrentou com garra notícias chocantes, fez-se de cega algumas vezes, foi dura outras tantas. Perdeu a fé na dor, e recuperou na mesma dor. Cresceu.
Virou quem hoje é mas não se esquece das paisagens que passaram pela sua janela.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dos porquês, o começo e o que é crônica


Toda vez que eu acho que estou à beira de um ataque de nervos e que vou surtar sento na frente do computador e escrevo. Se não tem computador escrevo do mesmo jeito, em qualquer lugar sobre qualquer coisa que me incomode, que eu goste e que me faça ficar pensando. Já tive um blog antes. Ainda tenho este blog. Acho injusto e inútil apagar o passado simbolicamente simplesmente porque ele é passado e passado fica no passado . E clichê ou não, você é resultado de um monte de seu passado. Seja pro bem ou pro mal. Acreditem em mim, faço terapia há dois anos e tudo é culpa da minha infância .Enfim. Então essa sou eu: recém formada, aspirante a trabalhar com edição, sete vezes ex namorada, neurótica igual a todo mundo, carente aos domingos (e alguns dias aleatórios da semana também), fã de Dexter, leitora assídua de qualquer coisa, dona de um blog parado há meses, namorada há quase seis meses, impulsiva e com tendências à agressividade.
E esse é o meu blog que definitivamente não espero que ninguém leia, mas se ler espero que comentem, que vai falar sobre qualquer coisa exatamente como o meu outro blog abandonado, mas com a diferença sutil de que vou tentar não expor tanto as mazelas de minha vida, escreverei mais contos, falarei sobre as aventuras de ser uma recém formada, e enfim. Ainda não sei o que será disso aqui. Só sei que ele vai ser. Porque eu gosto bem mais deste presente. Lembrando ainda que isso é um blog em que eu pretendo escrever crônicas, apesar de nunca ter feito isso na vida. Segue então a definição de crônica:
“Crônica é um gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas páginas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.”
Ou seja, aparentemente eu talvez não escreva crônicas, segundo a Wikipedia. De todo modo, vou escrever coisas parecidas com contos, o que segundo a mesma Wikipédia pode ser definido como : “Crônica Narrativa: Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos ("banais", comuns).” Ou “Crônica Lírica: Linguagem poética e metafórica. Expressa o estado do espírito, as emoções do cronista diante de um fato de uma pessoa ou fenômeno.No geral as emoções do escritor”. Enfim, no caminho eu resolvo.
De todo modo por que alguém ia querer ler os meus textos de gênero indefinido? Bom, não sei. Não tenho nada de incomum. Não sou muito bonita pra escrever sobre dicas de beleza, não tenho senso de moda pra dar dicas sobre modas. Aliás, esqueçam essa coisa de dicas. Eu não sou boa em dicas. Não tenho experiência no meu campo de trabalho, então...Nada de incrível aconteceu comigo. Nem de trágico e emocionante... É pensando bem, eu até que sou bem normal pra querer ter um blog. Deixando de divagações , que comecem os trabalhos!